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19 de setembro de 2017

AINDA FAZ SENTIDO?

Tu não sei, mas eu cá por mim acho que continua a fazer todo o sentido manter este blogue, pelo menos por mais algum tempo.

Com o regresso dos miúdos a Portugal depois de dois anos em Angola, há tanta coisa a dizer! Novamente adaptações, novamente rotinas a sistematizar, sempre paralelismos com a realidade social Angolana, sempre a memória do que lá se viveu, quem se conheceu e como nos enriquecemos com tudo isso.

Por isso, vamos estando por estes lados mais um pouco? Bora lá?


20 de julho de 2017

JÁ VOU...

... mas vou ficar. Ao fim de quase 2 anos em Angola, regresso em definitivo a Portugal. A ronda dos jantares de despedida cumpre-se. Alguns "Adeus". Mas também e felizmente, muitos "Até já"...

Já vou. Mas também vou ficar. Não o meu corpo, mas parte do meu coração, repartido por multiplos pedacinhos guardados no coração de cada uma das pessoas que nesta terra fantástica conheci e com quem privei.

Em boa verdade, sempre aqui estive. Metade do meu ADN nasceu cá na Praia do Bispo, Luanda, corria o ano de 1953. Por isso, quando para aqui vim em Setembro de 2015, vim redescobrir onde parte do meu ADN tinha nascido. Não é por acaso - agora o entendo - que sempre gostei de tecidos tribais, decoração de casa que lembra a natureza e filmes cujo pano de fundo é África. Agora entendo-o: estava cravado no meu ADN.

Já vou, mas para sempre África ficará comigo. O cheiro da terra (que tantas vezes a minha mãe recordava), a cor das flores das acácias, a imponência e beleza singular dos imbondeiros, a pintura simples, quase naïfe, espelhada em tantos quadros representando o quotidiano dos homens e mulheres angolanos... tudo isso fica comigo.

Os pedacinhos do meu coração que por cá ficam lembrar-me-ão sempre que 8.690,2Km's são só um numero e 8 horas de avião. Não significam perda, tristeza ou adeus definitivo. Nos jantares de despedida que por esta altura vão acontecendo não tenho sentido dor ou tristeza, porque também levo daqui pedacinhos de coração, entregues com sereno carinho e recebidos por mim com uma gratidão imensa. Os "até já" são isso mesmo. Sem rodeios.

Daqui para a frente, estarei sempre e permanentemente ligada. Aqui e lá.

Já vou. Ficando por aqui...

11 de dezembro de 2016

MÃE AFRICANA VS MÃE EUROPEIA E DIVAGAÇÕES

Sabes, quando aterrei em Angola em Setembro de 2015 tinha na minha cabeça uma data de ideias pré-concebidas sobre africanos, africanas, sobre o seu modo de vida, a sua cultura, as suas crenças, sobre o que priorizam e o que consideram supérfulo, sobre como vivem a familia, o casamento, os filhos, os pais, a sua ideia de comunidade, as suas ambições profissionais e pessoais.

Ao fim de um ano e 3 meses a viver em Luanda e a conviver diariamente com angolanos - adultos e crianças - concluo que muitas das minhas ideias pré-feitas não tinham qualquer fundamento lógico. Outras tinham fundamento mas pelas razões erradas. Outras ainda, continuo a tentar perceber onde raio é que fui buscar lógica para justificar essa bagagem moral que tinha na minha cabeça, porque não se enquadra minimamente na realidade, na realidade que observo, in loco, todos os dias.

Sei que há angolanos, de gerações antigas e mais jovens, que não gostam da presença do português em Angola. E compreende-se perfeitamente: apesar de eu já ter ouvido da boca de algumas pessoas - portuguesas pois claro - que no tempo anterior a 1975 é que os nativos tinham uma vida melhor, a realidade é que isso era válido apenas para uma percentagem muito infima da população angolana. A restante população não tinha essa oportunidade.

Sei também que há angolanos para quem a presença do português é bem-vinda, pois traz saber-saber e saber-fazer. E isso vale muito para ajudar o País a crescer.

E depois há os angolanos que superficialmente não ligam nada se eu sou branca, amarela ou rosa às pintinhas. Saliento: superficialmente. Pois eu, copo de leite , nunca passo despercebida. O que já não me deixa muito desconfortável. 
(não muito, só um pouquinho...)

Desde que aterrei em Angola também assumi logo no inicio que eu tinha uma responsabilidade: demonstrar, através dos meus actos, da minha postura, dos meus principios e da minha educação, que não represento o que de mau se fez no passado pelos nossos antepassados portugueses.

E podes perguntar-me se isso será justo para comigo ou se cabe a mim fazê-lo. Eu respondo-te que sim. 
É justo porque eu tenho essa herança assumida na minha pele e na minha nacionalidade de nascimento. E cabe-me fazê-lo, assim como acho que cabe a todos os outros como eu que estão nesta linda terra, nesta maravilhosa e fervilhante terra que os acolheu - que apesar de tudo os acolhe sempre! - para mudarmos ideias pré-concebidas: as minhas, as dos meus filhos, as do angolano que comigo se cruza no supermercado, do filho dele, da mamã(*) que me vende a fruta na rua, do companheiro de carteira da minha filha do meio, dos portugueses mais novos do que eu que aqui estão a trabalhar mas que vivem numa redoma, fechados nos condominios onde vivem e a frequentar socialmente sitios onde apenas vão maioritariamente outros portugueses... enfim, mudar a partir da base algo que é estruturante e corrosivo em toda a sociedade.

E não preciso de fazer nada de especial para algo tão profundo. Apenas tenho de ser eu. Apenas tenho de agir normalmente no meu dia-a-dia com a educação, gentileza e valores morais que possuo. Ver a pessoa e não a raça. Ver o coração e não a cor da pele. Só isso. Fácil, não?

Dou-me conta que ainda não te falei sobre o que me trouxe aqui, o titulo deste post. 

Ou se calhar tenho falado nele desde o principio: é que desde que aterrei em Angola, uma das ideias pré-concebidas que tinha na minha cabeça é que a forma de amar de uma mãe africana continha diferenças substanciais em relação à forma de amar da mãe europeia. Errado, totalmente errado. 

Os cuidados de saúde tal como os conhecemos na Europa são infelizmente uma miragem para muitas mães angolanas. Desde que conheço essa realidade de perto, nunca mais me queixei do tempo de espera num centro de saúde ou num hospital em Portugal. Porque apesar da espera, eu tenho acesso a profissionais de saude, a medicamentos - alguns deles a preços baixos - e a condições sanitárias boas. Em Angola isso ainda está a ser construido para todos usufruirem.

Mas estas diferenças fundamentais não afectam em nada a forma como uma mãe angolana ama os seus filhos. Porque ela ama-os incondicionalmente como eu amo os meus filhos, ela mima-os tal e qual como eu mimo os meus, ela preocupa-se com o seu futuro tal e qual como eu me preocupo com o futuro dos meus.

Angola tem-me ensinado muito, não me canso de o dizer. Sei que tudo o que eu possa deixar como contributo nesta terra, vou receber dela o triplo, no minimo: crescimento emocional, maturidade, conhecimento, enriquecimento cultural... e mais pedacinhos do meu coração oferecidos.

Acho que já te disse isto e de mãe para mãe: irias gostar tanto de visitar esta terra...

(*) mamã: mulher já na casa dos 50 anos, normalmente já com filhos e netos. Respeitada pela sua idade e posição na familia. Chama-se "Mamã" por ser a cuidadora da familia.

10 de março de 2016

ERA NUM INSTANTINHO...

Caneco!, na casa ao lado estão dois jardineiros, a cortar os ramos que teimam em fugir da linha direita das sebes que servem de muro separador entre a minha casa e a casa do vizinho, com uma catana!

Para cortar um pescoço de forma rápida e limpa eram dois segundos...

4 de março de 2016

DE REPENTE...

... aterro em Angola e "ganho" sobrinhos e afilhados quase instantaneamente! 

Tu ias adorar passar algum tempo por estes lados só por um aspecto curioso: é que por cá as crianças chamam aos adultos - que não são da família e que acabam de conhecer - de "tio" ou "tia". Estamos no parque com os miúdos e a menina que quer brincar com a M. vem ter comigo e pergunta: "Tia, posso brincar com a tua filha?". Estamos na piscina e o menino que observa o P. pergunta-me: "Tia, é o teu bebé?"

Portanto, para qualquer criança que queira meter conversa comigo ou simplesmente dizer-me alguma coisa, sou a "Tia". Bem melhor e certamente mais simpático do que "Dona", "Senhora", ou "Olha aí!"

"Madrinha" já é dito pelos adolescentes. A primeira vez que me chamaram "Madrinha" foi na rua, por um rapaz que devia rondar os 15 anos. Para pedir dinheiro: "Madrinha, tem dinheiro? É para comer."

E há quem chame "Mãe" ou "Mãezinha" às senhoras mais velhas, por respeito, embora nenhuma relação de parentesco haja.

No inicio estranhei estes "tratos", mas agora acho normalíssimo. Habituei-me, pois praticamente todos os fins de semana irrompem pela minha casa dentro pelo menos duas crianças nossas vizinhas do condomínio onde moramos (e já tive cerca de 7 crianças em casa, não contando com os meus filhos!). E é "Tia, posso ir brincar com a R. e o P.?" para aqui ou "Tia, a M. pode ir a minha casa lanchar?" para acolá... 

"Madrinha" ouço menos vezes porque os adolescentes são mais reservados no que ao dirigir a palavra a desconhecidos diz respeito. Mas as crianças são uma verdadeira doçura no trato e de imediato parece que nos conhecemos desde sempre. Mas sempre num contexto controlado (pais presentes, escola ou vizinhos do mesmo prédio ou condomínio) e mostrando sempre respeito pelo facto de sermos os mais velhos. 

Aliás, por estes lados os mais velhos são altamente respeitados: quem chega a uma idade avançada é tida como uma pessoa com grande sabedoria com quem aprender e a quem admirar. Os conselhos sobre o mais importante da vida são solicitados a eles; maus tratos são severamente condenados socialmente; os mais novos cuidam financeiramente dos mais velhos caso estes não possuam os meios para o fazer; e mesmo que possuam os meios, está socialmente instituído que os mais novos devem cuidar dos mais velhos - porque a idade é um posto e porque se considera que se deve preservar a sua experiência de vida e os conhecimentos que podem passar aos mais novos. E não é isto maravilhoso? E não deveria ser assim em todo o mundo?

2 de março de 2016

HÁ COISAS QUE AS CRIANÇAS FAZEM EM QUALQUER PARTE DO MUNDO...

... como por exemplo salientar a diferença do outro de forma menos positiva.

E as razões para o fazerem são múltiplas, mais complexas do que se pode pensar mas - disso tenho a certeza - bem diferentes e menos profundas do que as que levam os adultos a fazer exactamente a mesma coisa.

Porque te falo disto? Por causa uma situação ocorrida na passada segunda feira com a M. e um colega de turma, no recreio da escola:

A M. foi chamada à atenção pela professora na aula. No recreio, um colega resolve gozar com ela a propósito desse episódio na aula, ao ponto de ela começar a chorar. A M. diz-lhe para ele parar de fazer aquilo caso contrário faz queixa a um vigilante do recreio, ao que o colega lhe responde: "Cala-te! mas é, que tu vens de Portugal!" 

Bem, se fosse um episódio entre adultos com certeza a frase teria sido outra. O facto de esta criança ter dito aquela frase e não outra "mais pesada" revela, para mim, que há já um trabalho em termos de transmissão de valores e princípios feito em casa. Pelo menos quero acreditar que sim...

A escola onde a M. estuda neste momento em Angola é um colégio internacional, onde há alunos angolanos, portugueses, russos, chineses, sul-.africanos, sérvios, brasileiros, moçambicanos... e cujo projecto estrutural da escola inclui a integração dos conhecimentos das diferentes culturas e costumes, numa lógica de enriquecimento social, mental, emocional e académico de todos os alunos.

Voltando a este episódio com a M.: ela ficou calada depois de ter ouvido aquela frase. Disse-me que não percebeu exactamente o que é que o colega quis dizer com aquilo, mas que se sentiu triste depois de o ter ouvido. Respiro fundo. E digo-lhe apenas o seguinte "Olha M., esse menino apenas quis implicar contigo porque sabe que não nasceste em Angola. Mas onde nasceste não interessa nada, porque neste momento, tu és de Angola porque onde moras, onde tens a tua casa, é em Angola. Neste momento pertences aqui e este é o teu país tanto como é o país desse menino. Da próxima vez que ele te voltar a dizer essa frase podes responder-lhe exactamente isso: que és de Angola, porque moras cá tal como ele."

Tenho a certeza de que a M. não entendeu a amplitude da frase "Cala-te! mas é, que tu vens de Portugal!". Sei que por minutos ela se sentiu deslocada, sem sentimento de pertença. Daí a tristeza. 

Tenho igualmente a certeza de que aquele menino não entendeu o total significado do que disse. Sei que ele quis implicar com uma colega e como aparentemente ela não estava a demonstrar a reacção que ele pretendia, recorreu a uma diferença entre ele e ela (neste caso a nacionalidade e cor da pele, mas podia ser a religião, etnia, não ter uma perna, ser gago, etc....), transformou-a em algo menos positivo e arremessou-a, como se de uma pedra se tratasse. 

Porque é ainda uma criança, não tem para já a capacidade de ser empático com os outros devidamente desenvolvida, caso contrário, no segundo seguinte a ter proferido aquela frase, sentiria o coração apertado e uma pequena nuvem negra a pairar sobre o mesmo, como aconteceu com o coração da M.. E de certeza não o voltaria a repetir. 

Cabe a nós adultos desenvolver nas crianças essa empatia, essa capacidade de se colocarem no lugar do outro, para que melhor entendam as consequências das suas acções. Acredito que essa é uma de algumas das ferramentas fundamentais para educar adultos conscientes do seu papel num mundo que se quer de paz, de integração e de saudável convivência em comunidade e em sociedade. Cá por casa, vamos fazendo a nossa parte.

(a meio do relato da M. sobre este episódio da escola, a irmã começa a chorar. Pergunto-lhe o que se passa, responde-me que se lembrou da avó materna, a minha mãe. Porque a avó - branquinha de pele e de olhos verde-amendoados, tinha dupla nacionalidade portuguesa-angolana, uma vez que era filha de pais portugueses mas nasceu em 1953 em Luanda - Angola e aqui viveu até aos seus 8 anos, num local não muito longe de onde moramos actualmente. E a R. chorava porque sentiu que para além da sua irmã, também a sua avó tinha sido magoada. A R. percebeu bem melhor o significado daquela frase proferida pelo menino. Daí a nuvem negra no seu coração ser bem maior...)

11 de fevereiro de 2016

ANDAR DESCALÇO E CONTACTOS IMEDIATOS DO TERCEIRO GRAU

Quando era pequena adorava andar descalça no pátio da casa dos meus pais. E no verão a casa aquecia tanto que ter a palma do pé em contacto com a tijoleira fria da cozinha era uma das minhas formas preferidas para aguentar o calor.

Em Luanda está sempre muito calor. Mesmo quando chove (as famosas chuvas tropicais em que de repente cai uma tromba de água durante 10 minutos que tudo inunda!) o ar está sempre muito quente. As casas levam com o sol escaldante o dia inteiro e portanto são uma sauna. O ar condicionado nas divisões principais de uma casa é uma necessidade básica, não um luxo. E perante tanto calor, só apetece andar descalço, dentro de casa e fora.

Só que há uma pequenininha, tinyzinha, pituchizinha diferença entre andar descalço dentro de casa ou no pátio, em Portugal e em Angola: bichos rastejantes!

Por estes lados, andar descalço incorre no perigo de calcar gafanhotos, centopeias de 6 centímetros, baratas castanhas e pretas, lagartas nojentamente peludas, lagartixas pequeninas de 6 centímetros ou grandes de 10 centímetros (sim, a partir de 9,5 cm já são por mim consideradas grandes!), formigas de 9 milímetros (que parece que se morderem, nos arrancam um dedo do pé...) ... enfim, uma miríade de fauna maravilhosa para se ter um contacto próximo e quem sabe até combinar um café num final de tarde, se eu fosse o Charles Darwin nas Galápagos.

Mas não sou. Sou apenas a Sónia que tem horror a estes bicharocos. Nada contra estas espécimes, acredito que devem ser seres simpáticos e até bastantes conversadores, mas daí a ir tomar um café com eles... 

E só de imaginar o meu pé a tocar, mesmo ao de leve, em algo potencialmente peludo ou crocante e que me pode morder e/ou transmitir alguma doença que só existe por estes lados e para a qual não há vacinas e mesmo que houvesse só há num hospital qualquer o tratamento necessário mas que é longe daqui e cujas estradas para lá chegar são quase intransitáveis e quase que nem vale a pena tentar o tratamento lá e portanto resta-nos rezar para que todas as vacinas que tomamos ao longo da vida mais as obrigatórias que nos injectaram antes de viajarmos para o continente africano tenham servido para alguma coisa e quem sabe - quem sabe! - o nosso corpo até tenha a capacidade e resistência para lidar com estes novos desafios! (ufa... deixa-me respirar...)

Em resumo: podemos andar descalços por estes lados. Mas pelo sim pelo não... é melhor ter a chinela entre o pé e o chão!


1 de janeiro de 2016

ELES ANDAM AÍ...

Gafanhoto angolano dizendo com o olhar: "só estou à espera que abras uma janela para entrar dentro da tua casa"

Para além da nova tarefa matinal, obrigatória por estes lados, de besuntar a pele com repelente para insectos, constatámos recentemente a necessidade de implementar uma outra: na hora de sair da cama, inspeccionar se há seres vivos rastejantes debaixo da cama ou no metro quadrado circundante da cama. Antes de tirar os pés da cama e os pousarmos no chão. 

Chegámos a esta conclusão após alguns sustos e gritos desesperantes da parte da R. e da M.: "MÃE!!!! MÃÃÃAÃÃEEEEEEEE!!!! SOCOOOOOORROOOOO!!!!! ANDA CÁ DEPRESSAAAAAAA!!!"

"Minha nossa, magoaram-se valentemente ou caiu um pedaço de tecto, ou está uma serpente de 3 metros de comprimento e 20 cm de diâmetro no quarto delas!!!!" - pensei eu enquanto corria em direcção ao quarto delas.

Não. Nada disso. Apenas uma barata - com uns respeitáveis 6 cm de comprimento, é certo... - ou uma aranha ou um gafanhoto pequeno mas enervantemente saltitão estavam a causar o pânico!

Apesar de vivermos numa casa de betão e cimento construída num terreno desbravado e circundado por outras construções habitacionais e de comércio e estradas, a natureza no seu estado mais puro mostra-nos constantemente que o Homem nunca a vencerá e tomará o seu lugar. 

Estes seres pequeninos ensinam-nos, todos os dias, que nós, humanos, podemos cá estar muito tempo, mas quem manda neste lugar... são eles!